Porque do amor não se separa,
antes a alma que se perde, se desgarra.
A vista que antes enxergava sua forma ao longe, se embaça.
No peito essa forte ausência, é outra realidade,
teu nome agora é saudade.

Nenhum rastro da sua passagem pela minha vida se apagou.
Pior, depois que você se foi, o seu perfume se acentuou.
Seus recadinhos viraram poesias,
seus defeitos parecem delitos encantadores,
seu sorriso parece ser o que mais faz falta,
e até a sua implicância anda em alta.

Nada maltrata tanto o coração como a ausência.
O sono vem mas não se descansa.
A lágrima cai insistente,
o pensamento voa, insiste em procurar quem já não está.
Lá pelas bandas do seu novo lugar,
um coração atormentado procura se abrigar.
Coisa de quem te perdeu, mas nunca deixou de te amar.

Ausência, solidão e suspiros na noite fria.
Que venha o mar,
eu não tenho medo de amar.

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Paulo Roberto Gaefke
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