Cheques de qualquer valor serão compensados em um dia útil á partir de hoje, 16 de Abril de 2018

Muita gente da nova geração nem conhece os cheques, e eu mesmo não recebo um desses faz muito tempo. Graças a tecnologia dos cartões, débito e crédito, que passaram a aceitar cada vez mais os valores menores, as pessoas cada vez menos usam os cheques.

Com a determinação da Circular 3859 do Banco Central do Brasil, publicada em novembro do ano passado, o prazo de compensação de cheques cai de dois dias úteis, no caso de cheques abaixo de R$ 299,00, para apenas um dia útil para “cair” na conta das pessoas físicas, empresas ou favorecidos.

Número de cheques em circulação cai, mas os cheques sem fundos…

Sim, eles, os cheques sem fundos ainda existem e realmente tiveram uma queda em 2017, mas, mesmo assim o número é impressionante e deve dar muita dor de cabeça para quem passa e para quem os recebe, ou melhor, não os recebe he he he…

Volume de cheque devolvido cai em 2017 ao nível mais baixo em 4 anos, diz Serasa
Veja o infográfico que mostra a evolução dos cheques devolvidos.
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Cheque em extinção?

Resistência ainda é das pessoas das gerações mais antigas…
De modo geral, quem usa os cheques ainda são as pessoas de gerações mais antigas, que não se adaptaram ou não gostam mesmo das novas formas de efetuar pagamentos, inclusive pelo smartphone, adesivos e até com a impressão digital.

O número de cheques compensados já sofreu redução de 82,71% entre 1995 e 2016, quando o total contabilizado foi de 576,4 milhões de folhas, segundo a Federação Brasileira de Bancos (Febraban). Veja que no mesmo período, houve um grande aumento do número de contas correntes no País, que saltou de 39 milhões para 155 milhões.

Taxas altas das “maquininhas” de cartão dão sobrevida aos cheques

Um dos motivos para o uso dos cheques, são as taxas mais variadas, cobradas pelas operadoras de cartão, que levam muitos comerciantes a não aderir às vendas com o uso das “maquininhas” e como opção, aceitam um “borrachudo” para outras datas.

Apelidos dos Cheques

Para quem recebe um cheque sem fundo não tem graça nenhuma, mas o brasileiro, criativo como sempre, acabou inventando diversos “apelidos carinhosos e divertidos” para os cheques, selecionei alguns para os mais saudosistas e para quem nem sabe o que é um cheque.

Conheça alguns dos apelidos mais famosos dos cheques.

Cheque Borrachudo, ou cheque-borracha:
É aquele que bate no banco e quica de volta, como uma bola de borracha.

Cheque-caubói: Ou saca rápido ou morre(fica com o prejuízo).

Cheque-boi:
o caixa do banco pega e faz “hummm” – alusão ao mugido do boi.

Cheque-procissão:
dá uma volta na praça e retorna a quem o apresentou.

Cheque-bom filho: “à casa torna” – lembrando à parábola do filho pródigo, no Novo Testamento (Lucas, capítulo 15, versículos de 11 a 32).

Cheque-bumerangue:
Bate e volta…alusão ao instrumento de caça em forma de arco.

Cheque-peixe: aquele que chega ao banco e “nada” – ou seja, não pode ser compensado por falta de fundos na conta de quem o emitiu.

Cheque-boemia:
“Aqui me tens de regresso” – alusão ao verso da canção “A Volta do Boêmio”, de Adelino Moreira, famosa na interpretação de Nelson Gonçalves.

Cheque-pombo correio:
é o que é solto na praça e volta ao ponto de partida.

Cheque-ping pong:
Vai e volta, numa clara alusão ao movimento de vai e vem da bolinha em uma partida de tênis de mesa.

Cheque-capim: só burro recebe.

Cheque-bailarino:
quem o recebe, dança.

Você ainda usa cheque?