O texto
Capitão da nau – Paulo Roberto Gaefke
Sou eu, sim, sou eu, o compositor da música da minha vida,
o escultor da obra que enfeitará ou empobrecerá o meu destino,
o capitão do navio que atravessa os rios turbulentos da vida,
eu sou o escritor dessa peça, que as vezes é puro drama,
e por vezes, comédia que me faz rir sem querer.

Sou eu, sim, sou eu mesmo,
e não quero transferir para ninguém os resultados dessa direção,
se chover, eu abro o guarda chuva, preparo as velas, coloco a capa,
se o sol estiver muito forte, aproveito para me bronzear,
e se me derem um limão, faço uma limonada.

Nada pode me abater, já passei por muitas tormentas e tempestades,
já ouvi desaforos, engoli sapos e fiquei deprimido,
hoje sei quem sou e onde quero chegar.

Meu destino?
É logo ali, entre a ilha Felicidade e o território da Vitória,
vou passando com meu barco chamado Perseverança,
cruzando o Cabo do Amor, rasgando as dificuldades do vento contrário,
afinal de contas,
hoje sou eu quem dirige o leme, quem decide a rota,
e decidi apontar para o infinito, para o amor que busco,
e nada pode me impedir de chegar no porto do seu coração.