Foi o amor

Foi o amor?

Foi o amor que trouxe esse sorriso no seu rosto?
Parece que a sua pele brilha sem creme,
os olhos sorriem e transmitem alegria,
a boca mexe-se com certa ansiedade,
e as mãos, parecem querer abraçar o mundo.
Frutos dessa paixão?

Não há eletrocardiograma para marcar o compasso do coração apaixonado,
mas há exames que indicam o quanto você está feliz.
É o exame do olhar exterior:
quem te vê, sabe que algo mudou,
quem te viu, não vai reconhecer,
e quem se aproximar, vai sentir essa explosão de ternura,
é o fruto do sentimento que perdura.

Ah! o coração apaixonado é capaz de deliciosas loucuras,
de fazer o mais tímido se soltar,
o falante ficar emudecido,
o triste rindo a toa,
o sereno, intranquilo,
o sábio, um tolo contente,
e a vida numa boa…

E de tanto contentamento, o amor não cabe em si,
é preciso espalhar-se, por isso, o amor é semente,
que cresce em corações distantes,
e se perpetua no calor dos amantes,
daqueles que se descobrem, ainda que por instantes,
almas-gêmeas do sentimento,
que arde sem queimar,
dá um frio na barriga em dia de muito calor,
e esquenta a madrugada gelada,
com a quente presença da pessoa amada.

Ah! feliz de quem já viveu o amor,
ainda que tenha passado, ainda que tenha dado errado,
ficam na boca e no corpo, marcas indeléveis,
presença eterna do sentimento que marcou,
e mesmo que tenha restado somente a dor,
pobre de quem ainda não experimentou o amor.

Eu acredito no amor!
Paulo Roberto Gaefke