Facilidades

Fuja das facilidades. Fuja das facilidades
Velhice com dignidade.

Vivemos num mundo de “facilidades”,
onde fazem tudo para você viver sem esforço.
Escadas rolantes, portões automáticos,
controles-remotos, sensores de presença,
robôs e automatizações sem fim,
causando uma paralisia ruim.

Como resultado, ganhamos tempo,
mas perdemos qualidade de vida,
saúde que definha…
Já vivemos mais, mas nem sempre com qualidade.
Que adianta ter anos de vida, em triste realidade
deitado numa cama com pouca sanidade.
Ou mal podendo caminhar, tendo que usar fraldas,
que alguém terá que trocar?

Fuja dos botões!
São eles nossos inimigos mortais.
E se você acredita que são seus “amigos”,
suba na balança toda semana,
ande mil metros sem pensar,
suba alguns lances de escada,
veja se ainda consegue respirar…



 


 

Fuja das facilidades!
Trabalhe, ande, corra, desafie-se.
Coma tudo o que for alimento de verdade.
Fuja do que foi inventado, manipulado, transformado.
Energize-se!
Faça o seu prato, lave a sua roupa.
Leia um bom livro, exercite o seu cérebro,
faça palavras cruzadas, faça amor,
mas não faça a guerra…

O mundo é assim, belo e atraente,
cheio de ilusões para os tolos,
que pensam que as drogas elevam,
que os remédios curam,
que as vacinas protegem,
que não precisamos cuidar de nada,
e quando vemos, estamos na fila do médico,
ou esperando um milagre em alguma igreja,
ou refugiados em um copo de cerveja…

É tempo de levar os filhos para a rua,
para brincarem de velhos folguedos,
esquecerem um pouco a modernidade,
para viver com mais simplicidade.

É tempo de ser feliz com o pouco,
pois o pouco com saúde é muito.
E precisamos de muito pouco para nos completarmos.
Uma fruta fresca, um copo de água limpa,
um pouco de sol, ar puro para respirar,
um amor para relaxar,
um amigo para comemorar,
uma árvore para servir de apoio,
na vida e na morte,
com pouca ou muita sorte,
sem correr como louco,
pois na verdade, precisamos de muito pouco!

Paulo Roberto Gaefke – Julho 2011
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About Author:

Nascido em Diadema, SP no primeiro dia de janeiro de 1961, capricorniano que adora a vida e conhecer as pessoas, apesar de adorar a reclusão do meu lar. Pai, avô, irmão, filho, cristão, budista, evangélico, católico, espírita, templário, abduzido, desencontrado e meio incerto, assim sou eu... Paulo Roberto Gaefke no Google +